Ambiente

Município transforma lixo em adubo e vende fertilizante a agricultores por dez meticais o quilo

Município transforma lixo em adubo e vende fertilizante a agricultores por dez meticais o quilo Serviços municipais de compostagem de Quelimane produzem…

Município transforma lixo em adubo e vende fertilizante a agricultores por dez meticais o quilo

Município transforma lixo em adubo e vende fertilizante a agricultores por dez meticais o quilo

Serviços municipais de compostagem de Quelimane produzem mais de 500 quilogramas de composto orgânico. Iniciativa é vista como alternativa acessível para pequenos produtores da cidade, mas levanta questões sobre sustentabilidade e escala da produção.

 

Em tempos de inflação crescente e de pressão sobre os custos agrícolas, o Conselho Autárquico de Quelimane decidiu dar uma resposta pouco comum: transformar resíduos orgânicos da cidade em fertilizante e colocá-lo à venda para quem cultiva.

A iniciativa é conduzida pelos Serviços Municipais de Compostagem, unidade subordinada à Vereação de Saneamento e Meio Ambiente, e representa uma das raras articulações entre gestão de resíduos e apoio à produção alimentar no contexto das autarquias moçambicanas.

Segundo Neto Augusto Santos, técnico afecto aos referidos serviços, estão actualmente disponíveis para venda mais de 500 quilogramas de composto orgânico, com o preço fixado em 10 meticais por quilograma. O técnico adiantou que a produção deverá aumentar nos próximos dias, sem contudo especificar metas concretas nem revelar a capacidade instalada das infra-estruturas de compostagem.

“Este adubo ajuda-nos a reduzir custos e a melhorar a qualidade das culturas. Esperamos que haja mais disponibilidade nos próximos meses.”
— Agricultor, cliente dos Serviços Municipais de Compostagem

No terreno, a recepção entre os agricultores da cidade é descrita como positiva. O preço acessível e a proximidade do ponto de venda são os factores mais citados. Para produtores que dependem de adubos importados, cujos preços têm disparado nos últimos anos, a alternativa municipal representa uma poupança real.

Ainda assim, persistem interrogações que o município não respondeu: qual é a composição química do composto? Está certificado por alguma entidade técnica? E o mais importante — conseguirá a produção acompanhar a procura, ou trata-se de uma iniciativa de dimensão simbólica?

O Txopela tentou obter respostas junto da Vereação de Saneamento e Meio Ambiente, mas não obteve declarações adicionais até ao fecho desta edição. A iniciativa, embora promissora, carece de mais transparência para ser avaliada na sua real dimensão.

Txopela· Quelimane, Zambézia

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Jornal Bons Sinais

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