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Manuel de Araújo vai representar Quelimane e Moçambique na maior conferência mundial sobre cooperação ao desenvolvimento

A 12 de Maio, o presidente do Conselho Autárquico senta-se à mesa com ministros, académicos e líderes de organizações internacionais em Paris,…

Manuel de Araújo vai representar Quelimane e Moçambique na maior conferência mundial sobre cooperação ao desenvolvimento
Edifício da OCDE acolhe líderes e especialistas de vários países para debater o futuro da ajuda internacional.

A 12 de Maio, o presidente do Conselho Autárquico senta-se à mesa com ministros, académicos e líderes de organizações internacionais em Paris, para debater o futuro da ajuda ao desenvolvimento — e levar a voz das cidades africanas a um fórum que decide biliões.

O nome de Quelimane vai ecoar nos corredores da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico, em Paris. Manuel de Araújo, presidente do Conselho Autárquico, foi convidado a representar Moçambique e as cidades africanas numa das conferências internacionais mais importantes do ano — um encontro que reúne as maiores potências do mundo para discutir o futuro da ajuda ao desenvolvimento. É um convite que reconhece o trabalho feito em Quelimane e que coloca a nossa cidade no mapa das vozes que contam a nível global.

A Conferência sobre o Futuro da Cooperação para o Desenvolvimento realiza-se a 11 e 12 de Maio na sede da OCDE em Paris. Num momento em que a ajuda ao desenvolvimento atravessa um período de grande pressão — com reduções significativas de financiamento em 2025 — a conferência foi convocada para encontrar novos caminhos e garantir que os países que mais precisam de apoio internacional não sejam abandonados. Moçambique terá um representante à mesa, e esse representante é o nosso autarca.

Edifício da OCDE acolhe líderes e especialistas de vários países para debater o futuro da ajuda internacional.
Edifício da OCDE acolhe líderes e especialistas de vários países para debater o futuro da ajuda internacional.

No painel das grandes decisões

Manuel de Araújo está previsto para integrar, na manhã do segundo dia, um painel dedicado a identificar os propósitos da cooperação internacional — uma das sessões mais estratégicas do encontro. Partilhará o espaço com o Director de Cooperação Internacional da Argentina, a Directora Executiva da FEMNET — Fórum Feminista para os Direitos e o Desenvolvimento em África — e a Presidente do Instituto de Investigação Económica Aplicada do Brasil. O painel será facilitado por um investigador do Instituto de Estudos do Desenvolvimento do Reino Unido e contará com intervenções de representantes de Espanha e do Fundo Finanças em Comum.

Não se trata de uma participação simbólica. O painel em que Araújo tomará parte foi desenhado para identificar áreas concretas de convergência sobre as prioridades da cooperação, com vista a alimentar o relatório final da OCDE — previsto para Outubro de 2026 — que irá orientar decisões nas cimeiras do G7, do G20 e nas Nações Unidas. A perspectiva dos governos locais africanos, raramente representada neste tipo de processo, terá em Quelimane uma voz directa.

Quelimane como referência para o mundo

Vista exterior da organização que reúne decisores globais num momento de mudanças na cooperação internacional.
Vista exterior da organização que reúne decisores globais num momento de mudanças na cooperação internacional.

O convite a Manuel de Araújo não é acidental. Quelimane tem construído, ao longo dos últimos anos, um percurso reconhecido internacionalmente na gestão urbana participativa, na adaptação às alterações climáticas e na captação de parcerias com cidades e organizações de todo o mundo. Esse historial de resultados e de diálogo aberto com parceiros internacionais torna o autarca quelimanense uma referência credível no debate sobre o que a cooperação pode — e deve — fazer pelas cidades africanas.

Numa sala onde estarão presentes o Presidente do Gana, John Dramani Mahama — que fará o discurso de abertura —, directores gerais de agências de cooperação europeias, asiáticas e americanas, e os mais influentes investigadores mundiais sobre desenvolvimento, o presidente do Conselho Autárquico de Quelimane irá sentar-se à mesma mesa enquanto porta-voz de uma realidade que importa conhecer: a das cidades africanas que trabalham com recursos limitados mas com visão e determinação para oferecer melhores condições de vida às suas populações.

Um momento decisivo — e uma oportunidade para Quelimane

A conferência realiza-se num momento de viragem para a cooperação global. Os dados divulgados pela OCDE mostram que a ajuda pública ao desenvolvimento caiu 23,1% em 2025 face ao ano anterior — a maior queda registada. Esse contexto torna ainda mais urgente a presença de representantes do Sul global nos espaços onde se discutem as alternativas. O debate em Paris centrar-se-á em como garantir que a cooperação continue a responder às necessidades reais das populações mais vulneráveis, mesmo numa era de incerteza e de reconfiguração das prioridades dos países doadores.

Edifício da OCDE acolhe líderes e especialistas de vários países para debater o futuro da ajuda internacional.

Para Quelimane e para Moçambique, a mensagem que chega com este convite é clara: as cidades que demonstram capacidade, abertura e vontade de trabalhar com parceiros internacionais continuam a ser procuradas e valorizadas — mesmo num momento em que os recursos globais se estreitam. A participação de Araújo nesta conferência poderá reforçar os laços de Quelimane com a rede internacional de governos locais e com as instituições que moldarão a arquitectura da cooperação para os próximos anos.

 

SABIA QUE…

A OCDE — Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico — é uma das organizações internacionais mais influentes do mundo. Reúne 38 países membros e define normas e políticas que orientam biliões de dólares em ajuda ao desenvolvimento. Ser convidado como painelista para os seus fóruns é um reconhecimento reservado a poucos líderes africanos — e ainda menos a autarcas de cidades de média dimensão como Quelimane.

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Jornal Bons Sinais

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