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“Fazer omelete sem ovos”: Edil de Quelimane expõe asfixia financeira e falta de canalização de fundos

QUELIMANE – O Presidente do Conselho Autárquico de Quelimane, Manuel de Araújo, lançou um alerta crítico sobre a sustentabilidade financeira do município. Durante…

“Fazer omelete sem ovos”: Edil de Quelimane expõe asfixia financeira e falta de canalização de fundos

QUELIMANE – O Presidente do Conselho Autárquico de Quelimane, Manuel de Araújo, lançou um alerta crítico sobre a sustentabilidade financeira do município. Durante o encerramento da primeira sessão ordinária da Assembleia Municipal de 2026, realizada esta quinta-feira, o autarca utilizou uma metáfora gastronómica para descrever a actual crise: a edilidade está a ser obrigada a “fazer omelete sem ovos”.

 

Apesar do cenário adverso, a sessão terminou com uma nota de consenso institucional. As bancadas representadas na Assembleia Municipal aprovaram os instrumentos de gestão para o presente exercício económico. Segundo Manuel de Araújo, esta aprovação demonstra um compromisso coletivo entre as diferentes forças políticas na busca de soluções para os problemas que fustigam a “Pequena Vaticano”.

“A aprovação destes instrumentos reflete a maturidade e o empenho de todos em prol dos desafios da nossa cidade”, sublinhou o edil, que não poupou elogios ao esforço dos funcionários do Conselho Municipal (CMCQ) e aos membros da Assembleia pela resiliência demonstrada.

 

O ponto mais sensível da intervenção de Araújo foi a denúncia da falta de repasses por parte do Executivo Central. De acordo com o autarca, volvidos quatro meses do ano de 2026, a edilidade ainda não recebeu qualquer verba do Governo central, uma situação de incumprimento que, afirma, se arrasta desde o ano passado.

Esta retenção de fundos coloca em causa a execução do plano de atividades municipal, desde a manutenção de infraestruturas até à prestação de serviços básicos ao munícipe. A expressão “fazer omelete sem ovos” surge assim como um desabafo perante a necessidade de gerir uma capital provincial sem os recursos que lhe são devidos por lei.

 

Do lado da Assembleia Municipal, o tom foi de exigência. O presidente do órgão, Manuel Antônio José, aproveitou o encerramento dos trabalhos para exortar os deputados municipais a serem mais rigorosos.

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Jornal Bons Sinais

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