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Crise de combustível condiciona recolha de lixo em Quelimane

QUELIMANE – A crise financeira que assola a autarquia de Quelimane acaba de ganhar um novo e visível capítulo nas ruas. A Empresa…

Crise de combustível condiciona recolha de lixo em Quelimane

QUELIMANE – A crise financeira que assola a autarquia de Quelimane acaba de ganhar um novo e visível capítulo nas ruas. A Empresa Municipal de Saneamento (EMUSA) emitiu esta terça-feira, 21 de abril, um comunicado oficial informando que a recolha de resíduos sólidos está seriamente condicionada devido à escassez de combustível no mercado local.

 

A falta de combustível impediu a circulação regular das viaturas de remoção de lixo, impactando directamente as rotas programadas. Segundo a EMUSA, o problema decorre de factores externos: a indisponibilidade de combustível junto dos fornecedores com contratos activos com a instituição. Para tentar mitigar o impacto, a empresa adotou um plano de contingência: Os poucos recursos disponíveis estão a ser canalizados para zonas de maior concentração populacional e pontos de elevado risco sanitário e a manutenção do funcionamento activo apenas nos pontos críticos para minimizar o impacto sobre os munícipes.

 

Este constrangimento operacional surge precisamente no momento em que o edil Manuel de Araújo denunciou a falta de canalização de verbas do Governo Central. Embora a EMUSA classifique a situação como “transitória”, a dificuldade em honrar o abastecimento com fornecedores locais é o exemplo prático das limitações financeiras que o autarca descreveu como “fazer omelete sem ovos”.

Dada a impossibilidade de garantir a recolha total, a EMUSA lançou um apelo aos cidadãos de Quelimane:

“Solicitamos que sejam reforçadas as boas práticas de acondicionamento e deposição correcta de resíduos. O descarte inadequado em espaços públicos agrava significativamente a situação sanitária e compromete a saúde colectiva.”

A empresa assegura que a retoma da normalidade será imediata assim que o abastecimento for restabelecido, mas, por agora, Quelimane terá de lidar com o lixo acumulado.

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Jornal Bons Sinais

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