QUELIMANE – No arranque dos trabalhos desta primeira sessão ordinária, a Assembleia Municipal de Quelimane deu “luz verde” aos documentos fundamentais que irão nortear a governação da cidade. Numa demonstração de unidade em torno das necessidades urgentes da urbe, o Plano de Actividades para 2026 e a Conta de Gerência de 2025 foram aprovados por unanimidade.
O voto favorável unânime contou com o apoio das três forças políticas representadas no órgão: FRELIMO, RENAMO e MDM. Este alinhamento sinaliza uma trégua política no que toca à urgência de manter a máquina municipal a funcionar, mesmo perante a asfixia financeira denunciada pelo edil Manuel de Araújo.
Contudo, o clima de consenso não se estendeu à avaliação do desempenho do executivo no ano transato. O Relatório de Actividades referente a 2025 foi aprovado apenas por maioria.
A favor: As bancadas da RENAMO e do MDM validaram o documento, sustentando a continuidade da gestão atual.
Contra: A bancada da FRELIMO votou contra, manifestando a sua discordância em relação à forma como as actividades foram executadas ou reportadas no último ano.
Perante este cenário de aprovação mista, o presidente da Assembleia Municipal, Manuel Antônio José, reforçou que o papel dos deputados municipais deve ser agora mais incisivo. Com os instrumentos de gestão aprovados, o foco vira-se para a fiscalização rigorosa, garantindo que cada metical arrecadado localmente seja aplicado com precisão, enquanto se aguarda pelo fim do “jejum” de fundos provenientes do Governo Central.
A aprovação destes documentos é o passo legal que permite a Manuel de Araújo avançar com a governação, ainda que o próprio autarca tenha alertado que a falta de canalização de verbas transformará a execução deste plano num autêntico exercício de sobrevivência política e administrativa.
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