Reportagem: Marcelino Voabil | Edição e Imagens: Paulino Ripua Jr.
QUELIMANE – O Conselho Autárquico de Quelimane convidou oficialmente os operadores de táxi-moto a juntarem-se à direcção da ATAMOZ para, de forma formal, tratarem junto à vereação da Polícia Municipal o actual impasse que separa as duas partes. O objectivo da autarquia é dissipar as tensões e encontrar um consenso sobre as novas normas de operação na cidade.
O conflito teve origem na introdução de novas exigências por parte da autarquia, com destaque para a cobrança de uma taxa anual no valor de 1.000,00 MT (mil meticais) para cada operador de táxi-moto.
Em representação da classe, o Presidente da Associação dos Taxistas manifestou o seu descontentamento e recusou-se a aderir às exigências nos moldes actuais. O grupo tem mostrado resistência desde que a medida foi anunciada, alegando dificuldades que tornam o pagamento oneroso para os trabalhadores do sector.
Em resposta às declarações da associação, Melo Henriques, porta-voz do Conselho Autárquico de Quelimane, instou a liderança dos taxistas a seguir os canais institucionais.
“Convidamos o Presidente da Associação dos Táxi-Motos a juntar-se ao líder da ATAMOZ para formalizar uma reclamação junto à autarquia. É fundamental encontrarmos uma solução eficaz para este diferendo que seja justa para ambas as partes,” sublinhou o porta-voz.
Na tentativa de flexibilizar a medida, Melo Henriques recordou que a autarquia desenhou um plano de pagamento faseado. Segundo o porta-voz, a taxa anual de mil meticais não precisa de ser liquidada de uma só vez, podendo ser paga em duas parcelas, de modo a reduzir o impacto financeiro imediato sobre os operadores.
Enquanto o impasse prevalece, a Polícia Municipal aguarda o desfecho das negociações para definir os próximos passos na fiscalização da actividade de táxi-moto na capital da Zambézia.

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