Quelimane, 15 de Abril de 2026 — O cenário na capital provincial da Zambézia é de autêntico sufoco. O que começou como uma escassez ligeira transformou-se, nos últimos dias, numa crise severa que paralisou a rotina da Cidade de Quelimane. As poucas bombas de combustível que ainda dispõem de stock tornaram-se o epicentro de uma azáfama desesperada.
Desde as primeiras horas da madrugada, longas serpentes de metal estendem-se pelas principais avenidas. O cenário é transversal: de luxuosos jipes a carrinhas de transporte de carga, ninguém escapa à espera. Contudo, o maior volume de veículos é composto por: Txopelas e Motas, os pilares da mobilidade urbana em Quelimane estão estacionados, com os condutores a lamentar a perda de receitas diárias. Famílias que tentam garantir o transporte escolar e laboral.
Nas bombas, o clima é de cansaço. “Estou aqui a horas e a fila mal andou. Se não abastecer hoje, amanhã não tenho como colocar o pão na mesa”, desabafou um operador de txopela que aguardava debaixo do sol escaldante.
A crise não afecta apenas a mobilidade. O sector do comércio e a distribuição de produtos frescos já começam a sentir os efeitos do atraso logística, o que poderá resultar numa subida de preços nos mercados locais como o Mercado Central e o do Brandão.
A Redacção
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