REPORTAGEM: Marcelino Voabil . EDIÇÃO E IMAGENS: Paulino Ripua Jr.
A Luta Contra a Violência dita as Regras no Início da Época
A direcção máxima da Associação Distrital de Futebol Recreativo no Distrito de Quelimane manifestou a sua profunda preocupação com a onda de agressões que tem fustigado os campos que acolhem as partidas inseridas no campeonato recreativo. A segurança dos intervenientes e o civismo nas bancadas surgem como prioridades absolutas para a presente temporada.
Em declarações à nossa reportagem, Dudo Ribeiro, Presidente da agremiação, respondeu às questões sobre as estratégias de inovação para imprimir melhorias no futebol recreativo na capital da Zambézia. Ribeiro começou por destacar a importância de uma organização sólida, referindo que, desde que assumiu o elenco em 2024, tem priorizado encontros directos com os dirigentes dos núcleos desportivos.
“Falar de futebol recreativo é, infelizmente, falar também de agressões físicas nos campos. O nosso colectivo tem vindo a priorizar encontros de sensibilização para que cada núcleo aconselhe os seus adeptos contra a violência física no desporto,” afirmou o dirigente.
Apesar dos desafios disciplinares, o entusiasmo pelo desporto rei continua em crescimento em Quelimane. Para a presente época de 2026, foram inscritos 36 núcleos desportivos, um incremento de cinco novas equipas em comparação com os 31 núcleos da época passada. Este aumento numérico antevê, segundo a fonte, a possibilidade de um campeonato extremamente renhido e disputado ponto a ponto.
Para garantir a fluidez da prova a nível do distrito, o campeonato recreativo está estruturado em três fases distintas, permitindo uma triagem competitiva que culminará com o apuramento do grande campeão de Quelimane.
Desafios Logísticos: “Nem tudo são Rosas”
Contudo, o Presidente da Associação Distrital não escondeu que a gestão do futebol recreativo enfrenta ventos contrários. Dudo Ribeiro apontou diversas dificuldades que a agremiação debate no dia-a-dia, destacando: A escassez de fundos para sustentar a logística operacional; A falta de equipamentos desportivos adequados para o trio de arbitragem; A necessidade premente de vedação de alguns campos desportivos que acolhem os jogos, medida essencial tanto para a segurança como para a organização dos eventos.
Mesmo perante estas limitações, a bola volta a rolar na “Cidade “, com o compromisso de que o futebol recreativo seja, acima de tudo, uma festa de confraternização e desporto para os quelimanenses.
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