Cidade

ÉPOCA AGRÍCOLA 2026: Quelimane livre da bolsa de fome na presente época agrícola

Reportagem: Marcelino Voabil . Edição e Imagens: Paulino Ripua Jr. A Direcção das Actividades Económicas no distrito de Quelimane, na Zambézia, projecta…

ÉPOCA AGRÍCOLA 2026: Quelimane livre da bolsa de fome na presente época agrícola

Reportagem: Marcelino Voabil . Edição e Imagens: Paulino Ripua Jr.

A Direcção das Actividades Económicas no distrito de Quelimane, na Zambézia, projecta uma colheita robusta para o presente ciclo. A expectativa é de que sejam produzidas 83.150 toneladas de produtos alimentares diversos, resultado de um esforço de cultivo que abrange uma extensão global de cerca de 3.075 hectares de terras lavradas.

 Segundo revelou à nossa reportagem Pedro Eugénio Pedro, Director do Serviço Distrital de Actividades Económicas (SDAE) de Quelimane, o optimismo reina no sector produtivo local. Do volume total previsto, o destaque vai inteiramente para o arroz — a cultura bandeira do distrito. Estima-se que 32.856 toneladas deste cereal sejam colhidas, fruto do trabalho árduo numa área de 23.014 hectares de terras aráveis dedicadas à cultura.

“Temos uma planificação ambiciosa, mas realista, focada no potencial das nossas terras e na resiliência dos nossos produtores.” — Pedro Eugénio Pedro, Director do SDAE.

No que concerne especificamente à produção de arroz, a fonte sublinhou que a situação climatérica tem jogado a favor do camponês. Com a queda regular das chuvas, que começaram a registar-se com maior intensidade desde o passado dia 08 de Março, um pouco por todo o distrito, a meta planificada está no bom caminho para ser concretizada. Este cenário inspira total confiança no que toca ao combate à insegurança alimentar, afastando o fantasma da “bolsa de fome” no distrito nesta época agrícola.

“As chuvas de Março vieram garantir a humidade necessária. Estamos confiantes de que o espectro da fome não terá lugar em Quelimane este ano.” — Pedro Eugénio Pedro.

Relativamente à diversificação agrícola e à produção de outras culturas planificadas para além do arroz, o Director do SDAE detalhou o progresso das áreas de sequeiro e hortícolas, reforçando que o distrito está a ganhar musculatura na sua auto-suficiência.

“O nosso plano não se esgota no arroz; estamos a monitorizar as outras culturas para garantir que a dieta do nosso povo seja rica e variada.” — Pedro Eugénio Pedro.

 

Entretanto, o timoneiro do SDAE em Quelimane aproveitou a ocasião para deixar recomendações vitais aos produtores. Pedro Eugénio Pedro exortou os camponeses a apostarem na qualidade dos produtos, visando a colocação do excedente em mercados de referência, o que poderá aumentar o rendimento familiar.

A terminar, deixou um apelo à prudência: os produtores não devem comercializar a totalidade da colheita. É fundamental que guardem reservas alimentares e, sobretudo, que preservem sementes para a próxima época. Esta prática é vista como a única via para quebrar o ciclo de dependência externa no que se refere aos insumos agrícolas, garantindo a sustentabilidade do sector no “Bons Sinais”.

Sobre o autor
Jornal Bons Sinais

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *