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Director do HCQ exige humanização e fim do “Silêncio” nos corredores

QUELIMANE – O Hospital Central de Quelimane (HCQ) poderá estar prestes a viver uma mudança de paradigma na sua cultura organizacional. Durante…

Director do HCQ exige humanização e fim do “Silêncio” nos corredores

QUELIMANE – O Hospital Central de Quelimane (HCQ) poderá estar prestes a viver uma mudança de paradigma na sua cultura organizacional. Durante o habitual encontro semanal do coletivo alargado de direcção, o Director-Geral da unidade, Dr. Ornelos Madeira, lançou um apelo vigoroso à transformação da comunicação institucional, colocando o paciente no centro das atenções.

Num discurso directo e pragmático, o Dr. Ornelos Madeira sublinhou que a eficácia de um hospital não se mede apenas por equipamentos ou medicamentos, mas pela qualidade das relações humanas. O dirigente criticou o distanciamento de algumas chefias, defendendo que o papel de quem lidera é estar presente.

“Os chefes não podem ser figuras distantes. A liderança deve ser visível, acessível e, acima de tudo, humana”, enfatizou o Director-Geral.

Um dos pontos mais sensíveis da intervenção incidiu sobre a forma como os profissionais de saúde interagem — ou deixam de interagir — com os utentes. Madeira alertou para o facto de que o “silêncio prolongado” perante o doente é uma forma de mau atendimento, muitas vezes tão prejudicial quanto uma resposta ríspida.

Para a direção do HCQ, a ausência de informação gera um vazio que é rapidamente preenchido por:

  • Insegurança: O paciente sente-se desamparado.

  • Desconfiança: A falta de clareza levanta dúvidas sobre a competência do serviço.

  • Percepção de Negligência: Onde não há explicação, o utente assume que não há cuidado.

A visão apresentada nesta reunião de direção reforça que o paciente deve ser um agente ativo no seu processo de cura. Compreender o estado de saúde e os procedimentos a que será submetido não deve ser encarado como um favor pela equipa médica, mas sim como um direito fundamental do cidadão.

Com esta chamada de atenção, espera-se que os corredores do maior centro hospitalar da Zambézia passem a ecoar mais diálogo e transparência, reduzindo a barreira invisível que tantas vezes separa quem trata de quem precisa de ser tratado.


Fonte: HCQ-DCI / Redacção Jornal Bons Sinais

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