A “Capital das Bicicletas” reforça a sua identidade com o apoio da iniciativa internacional BICI. Entre as novas ciclovias e a reabilitação de espaços pedonais, a cidade de Quelimane desenha um futuro onde a mobilidade é uma estratégia de segurança pública e sustentabilidade.
Na cidade de Quelimane, a bicicleta é mais do que um meio de transporte, é uma extensão da identidade dos seus habitantes —, a segurança rodoviária ganhou um novo fôlego. Através da Bloomberg Initiative for Cycling Infrastructure (BICI), a autarquia está a implementar um ambicioso plano de requalificação urbana que visa um objetivo claro: reduzir drasticamente o número de acidentes de viação.
A iniciativa BICI, promovida pela Bloomberg Philanthropies em parceria com a Global Designing Cities Initiative (GDCI), escolheu Quelimane para integrar um restrito grupo de cidades mundiais beneficiárias de financiamento e assistência técnica. O foco não é apenas “fazer obras”, mas redesenhar a cidade sob a óptica da inclusão e da responsabilidade ambiental. As intervenções, que já são visíveis no quotidiano dos munícipes, incluem:A construção de ciclovias seguras que separam fisicamente os ciclistas dos veículos motorizados, pintura de passadeiras estratégicas para proteger quem caminha e a recuperação de passeios para devolver o espaço da rua ao cidadão.
Actualmente, o projeto entrou na sua terceira fase, concentrando esforços em duas das artérias mais pulsantes da cidade: as avenidas Julius Nyerere e Liberdade.
Estas vias estão a ser alvo de intervenções profundas para reforçar a rede ciclável e melhorar o ordenamento do trânsito. O impacto já se faz sentir na fluidez da circulação e, crucialmente, na proteção dos utilizadores mais vulneráveis da via pública: os peões e os ciclistas.
Além das ciclovias, o programa prevê a continuidade da reabilitação de infraestruturas acessórias, garantindo que as vias abrangidas ofereçam condições de dignidade para todos os que nelas circulam. Com este passo, Quelimane reafirma-se como um exemplo nacional e regional de como o planeamento urbano, quando aliado a parcerias internacionais de peso, pode transformar o caos do trânsito num modelo de convivência harmoniosa.
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